sábado, 23 de abril de 2011

Tacna - Arica / CHI


Chegamos a Tacna as 03 horas da manhã e aguardamos até que a fronteira abrisse, as 06 horas. Tínhamos pressa, e assim que surgiu o primeiro ônibus para Arica, seguimos. Um ônibus velho, parecia não pertencer a nenhuma agência rodoviária, as passagens eram compradas no próprio ônibus por dez soles. O ônibus oficial que seguia para o Chile só sairia mais tarde. Dentre os passageiros haviam comerciantes com muitas mercadorias, principalmente papel higiênico, o que mais se via. À minha frente, um homem comia uma coxa de frango com farofa dentro de um saco plástico, sujando toda sua redondeza. Quando vi aquilo senti pena, e recordei que não tinha tomado o meu café da manhã ainda, e meu estômago me lembrava disso. Na fronteira, considerada na américa do sul a mais exigente e rigorosa, não permitindo nada de gênero animal e vegetal, um longo tempo de espera. Todos desceram do ônibus, em seguida, raio x nas bagagens, cães farejadores e fiscais. Nesse momento, lembrei novamente daquele pobre velho que comia frango, pois por culpa dele a demora foi maior, os cães farejadores encontraram frango e farinha por todo ônibus. A mulher que cobrava as passagens, com toda pressa, varreu cada grão de farinha para que ultrapassássemos os limites do Peru e entrássemos no Chile, uma região desértica e plana. Conhecemos três colombianos mochileiros que também seguiam o nosso mesmo trajeto. Voltamos para o ônibus e continuamos a viagem por mais algumas horas. Soubemos depois, que aqueles amigos que outrora fizeram malabarismo na cidade de Ollaitaitambo enquanto esperávamos o trem para Águas Calientes, tiveram que deixar suas bolinhas de malabares para traz porque continham arroz dentro.


Chegamos por volta das 09 horas em Arica, nossos amigos, que marcamos para nos encontrar em Iquique, chegariam alguns dias depois de nós. Poderíamos ficar em Arica, mas achamos mais conveniente seguir logo para Iquique, que pelos relatos era uma cidade mais atraente. 
Compramos passagens por 10.000 pesos para as 11 horas seguir para Iquique ( 1 dolar equivale a  + ou - 500 pesos). No meio tempo que tínhamos antes de partir, fomos conhecer a principal e mais famosa praça da cidade e tirar algumas fotos.
Mil maquinas nunca farão uma flor

O deserto encontra o mar

3 comentários:

  1. Nesta última foto a paisagem é incrível..Muito bom!!=D
    Annie K.

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  2. Etapa tensa da viagem, lembra? Passamos mt mal, perdemos uns 4kg com aquela infecção intestinal brava em Iquique haha. Como vc tá?
    Sdds gatinho, manda notícia!
    Bjocas, Marina

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  3. Juliana Ferreira.11 agosto, 2011 14:59

    Ico, q infecção foi essa? Comeu o que hein? Outra coisinha, essa agua do amr deve ser fria né? rsrsr

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