quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Salar de Uyuni / BO


O deserto de Sal da Bolívia, uma incrível mancha branca no mapa. Em algumas épocas surgem rachaduras na superfície, em outras fica completamente alagado.

Nosso objetivo principal da viagem estava chegando, e o fim da viagem também, era o terceiro dia do passeio, atravessamos o deserto e entramos em território boliviano.

Hospedamo-nos em um hotel a beira do deserto de sal, através dos gigantes vidros de lá se podia ver a dimensão do deserto, quartos para seis, um banheiro por quarto, com agua quente. A noite, depois da refeição, muitas pessoas conversavam, jogavam, e eu, fui assistir um filme de ação com um boliviano funcionário da hospedaria, no refeitório, deixamos as baterias e pilhas das maquinas carregando e fomos dormir.

O motorista nos permitiu ir sobre o carro[FOTO], junto às malas, não é todo dia que temos uma estrada tão boa, sem buracos ou barrancos, sem fachas, só e somente SAL. Apesar do frio,  e do vento cortante, arriscamo-nos. Em alguns pontos do Salar pode-se ver "ilhas" com grande vegetação de cactos, e em uma exclusivamente, uma pequena estrutura para turistas, explicando as dimensões e utilizações do Salar.

A ilha do Salar
Paramos no meio do branco deserto para tirar umas fotos e conferir se realmente aquilo tudo era sal, meu paladar confirmou! Completamente salgado. Uma das coisas mais impressionantes que já vi, e chegando perto do fim da viagem, analisávamos as melhores coisas, os melhores lugares, e sem duvidas esse lugar estava entre eles. O prazer e ver e sentir torna as coisas mais valorosas, nenhuma fotografia ia me impressionar mais que poder tocar e analisar como algo tão diferente pode existir, um lugar coberto de sal.

Foto apartir da ilha
Chegamos à ilha e fomos desbrava-la, no topo tinha alguns mirantes, para termos noção da extensão do deserto, na ilha encontrávamos uma pequena quantidade de gente, pessoas que moravam na cidade de Uyuni (cidade responsável pelo Salar), e haviam alguns animais, llamas - como em toda parte, cães treinados, etc.

 
Saindo do Salar, seguimos em direção a um ponto turístico do local, o Hotel de sal, todo feito de sal, por dentro e por fora, antes foi utilizado como hospedaria, mas para conservação do lugar se tornou apenas ponto turístico. Paredes, mesas, cadeiras, camas, estatuas, tudo de sal. Obras de arte.

Realmente um longo dia, finalizamos o passeio na cidade de Uyuni. Na encosta do deserto moravam as pessoas que trabalhavam no Salar, em sua grande maioria, extratores de sal para consumo. Compramos alguns artesanatos feitos de Sal, comprei um pote pintado com alguns dados dentro, dados pintados, me lembraram das pequenas pedrinhas de açúcar do desenho do Pica-Pau.
 E satisfeitos finalizamos nossa travessia pelo deserto de Atacama e pelo branco Salar de Uyuni.
hotel de Sal - Piscina e área de lazer

sala de estar de sal



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Deserto de Atacama / CHI



Iniciamos a viagem de 3 dias, cruzando o deserto de atacama e entrando na Bolivia pelo deserto de sal o Salar de Uyuni.
Saimos bem cedo no dia 15, levando duas garrafas de 5 litros de agua e alguns pães pra viagem, fomos em uma van até o posto que dariamos baixa em nossa estadia no Chile e enfrentamos uma longa fila até conseguirmos essa façanha, talvez umas duas horas, voltamos para a van, a qual nos levou até certo ponto onde seria nossa transação da van para os 4x4 – os carros apropriados para a travessia.[FOTO] Cada carro comportava 6 pessoas, eramos 5, conhecemos então um mineiro que segiu conosco completando o grupo.

 Logo nos primeiros quilometros de viagem seguiamos para um horizonte sem fim diante de um vulcão[FOTO] bem desenhado e imponente que não nos deixava saber a que distancia estava de nós, era extremamente alto, talvez estivesse a muitos quilometros, ou talvez não tão longe, mas aparentemente era inofensivo e inativo.
Nosso motorista era um boliviano nascido na cidade de Uyuni, muito simpatico e ouviu boa parte da viagem as nossas musicas brasileiras, contou um pouco de sua vida, de sua juventude trabalhando como extrator de sal para consumo no Salar de Uyuni.
Usavamos mascaras cirurgicas para evitar um pouco do excesso de poeira nas narinas e garganta, e casaco, luvas e toca. Apesar de se tratar de um deserto, por sinal um dos lugares mais secos da terra o frio é constante, os ventos são cortantes e sem oculos a poeira não te deixa abrir os olhos.
 No primeiro dia conhecemos a primeira Laguna do deserto, a Laguna Verde. Uma bela paisagem. Depois, paramos pra descansar e utilizar o banheiro em uma pequena cabana, um banheiro realmente interessante com um buraco no vaso sanitário por onde se via uma montanha recheada de moscas, e ao lado, um balde contendo cinzas no lugar de uma descarga, você utilizava o banheiro e jogava algumas pás de cinzas.[Foto]
Nesse ponto ainda, encontramos uma piscina de águas termais, a água mais quente que já senti, havia a dificuldade de tirar as roupas e entrar na água devido ao frio, e ao mesmo tempo, havia uma dificuldade maior ainda de ficar dentro da água cozinhando. Lembrei-me do que era choque térmico e tudo que se fala sobre, mas não senti nada incomum, só um grande frio e um extremo calor.
Seguimos de lá em direção a um vale de gigantescas pedras com diversas formas, pedras moldadas pela erosão dos ventos, conhecemos também o deserto de Salvador Dali, famoso por sua semelhança com os famosos quadros do pintor, o qual nunca teve conhecimento do lugar.
Passamos a noite em uma Hospedaria, com banheiro compartido com todos e quartos para sete pessoas, comemos, como de costume na região, uma sopa de entrada e uma macarronada como prato principal, o frio me fez estender o saco de dormir sobre a cama, e sobrevivi a noite. Cedo estávamos de pé.
O segundo dia seguimos pelo deserto até algumas outras lagunas, é fantástico como pode haver água no lugar mais seco do mundo, descobrimos no segundo dia que a maioria das lagunas eram de águas tóxicas [FOTO], placas nos avisavam para não acender cigarros, os flamingos por sua vez não se deixam intimidar e vivem nesses habitats.
A diversidade de flamingos era impressionante, um deles se destacava pela beleza e era o que dava maior trabalho para sair nas fotos, passavam o dia se alimentando da imensa quantidade de pequenos seres que vivem nessas coloridas lagunas.
Chegamos a uma pequena cidadela de mineiros no meio do deserto por onde passava algumas linhas de trem, alguns trens velhos não utilizados e materiais para construção de ferrovias, muitos crianças brincando, e mineiros passando,provavelmente seguindo para as minas. [FOTO].
 Estávamos indo em direção ao deserto de Sal e aos poucos o cenário ia mudando, víamos pequenas casas, algumas "fazendas" com lhamas e alpacas, pessoas cinzentas pela poeira do deserto e alguma vegetação, pouca, Cactos em sua maioria.

Minha maquina levou tantas pancadas aqui.
Vegetação do deserto - leva-se centenas de anos para se formar.

Fauna do deserto de Atacama