quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Machu Picchu



Conseguimos chegar ao Machu Picchu entre os 400 primeiros ganhando assim o direito de subir o Wayna Picchu, em meu bilhete ganhei um carimbo com o numero 284, a subida ao Wayna Picchu é feita em dois horários, às 7:00h e às 10:00h, um guia no hostel nos aconselhou a subir as 10h, pois a neblina já estaria mais baixa, e a vista seria espetacular. E REALMENTE ESTAVA.

O Machu Picchu é Incrível, grandioso, misterioso.

Existiam pedras polidas com extremidades que com o raio do sol da manhã a sombra preenchia uma outra pedra polida mais adiante. Como um desenho, uma obra de arte.

A cidade perdida dos Incas é muito maior pessoalmente que as centenas de fotos que antes via na Internet, é realmente grande e bela.
A cidade é em cima de uma gigantesca montanha, que, tem ao seu redor muitas outras montanhas grandiosas, a neblina é constante pela manhã, e em conjunto com as montanhas parece um belo oceano onde as montanhas são ilhas.

Havia logo na chegada uma homenagem homem que guiado por nativos encontrou a cidade perdida dos Incas que até então era uma lenda[FOTO].

Um guia nos encontrou e a cada passo que dava explicava um pouco da fantástica historia dos povos que ali habitaram. Rituais e religião, o grande Inca "Chefe" do povo e a política, a sociedade, e economia. - uma aula que jamais teria tido nas rotineiras manhãs de quarta-feira na faculdade de história. 



Aproximava-se das 10:00 horas e seguimos para Wayna Picchu, preparamo-nos para a subida de aproximadamente  uma hora e a curiosidade supera o cansaço, esquecemos que dormimos na madrugada e que acordamos às 3:30 da manhã, da mesma madrugada. Encaramos a montanha complementar da cidade perdida. 

A cada passo da íngreme montanha via a cidade cada vez mais longe, e cada vez mais tínhamos noção de como ela era extensa, em meio a imensidão da mata. A montanha tinha ao seu redor o Rio Urubamba, que banhava também a cidade de Aguas Calientes de onde havíamos partido. 

Wayna Picchu era uma espécie de  observatório da cidade, assim como os Gregos tinham sua Acrópole em Atenas, os incas tinham o Wayna Picchu da cidade perdida. De lá podia-se ver qualquer inimigo que se aproximasse para um eventual ataque. Existia casas, "bases" e muitos, mas muitos degraus mesmo, subíamos sem parar até chegar ao cume da montanha. Visão fantástica.

A chuva nos encontrou e já era hora de voltar pra cidade, descemos Wayna Picchu e saimos do Machu Picchu, os ônibus que transportavam as pessoas para a cidade já estavam partindo, e juntos decidimos que era hora de economizar, resolvemos descer a pé até a cidade de Aguas Calientes, foi 1h de escadaria cortando as estradas que seguiam dando voltas na montanha.
Tínhamos dormido pouco, nos alimentado mal e  acabado de subir e descer o Wayna Picchu, andamos muito até aquela hora, tomamos chuva e estávamos sujos, não tínhamos mais água, e começamos a sentir o efeito de tudo isso. 

As pernas já não obedeciam direito e vibravam, parar era pior, só queríamos chegar, relaxar e comer.
Por fim atravessamos a ponte do rio Urubamba e caminhamos mais algumas dezenas de metros até chegar a cidade de Aguas Calientes. 

Uma ótima sensação de conquista e superação de limites me preencheu...