domingo, 27 de março de 2011

Arequipa / PE




O caminho de Nazca para Arequipa é até agora o mais belo, diferentes vegetações, muitas horas de viagem pela costa do imenso pacífico, muitas praias desertas e pequenas cidades costeiras. Vi daquele Ônibus um belo entardecer pacífico...

As areias finas cobriam a estrada asfaltada que seguíamos[FOTO], foi a parte mais interessante do trajeto, parecia que um imenso deserto acabava ali, a beira mar, e nós humanos intrusos tentando afastar as areias e passar, 20 min. após essa foto, já haviam guardas de transido, tratores e tudo mais a logo a frente, todos lutando contra a natureza e tentando abrir caminho para ônibus e carros...não sei de onde vieram pois pelo que via só havia areia e mar naquele lugar.

Em Arequipa pegamos um táxi na rodoviária e dissemos a frase se sempre: - Para la Plaza de Armas quanto vale?

e por 5 soles fomos a praça central da cidade, para lá encontrar um hostel bem localizado, já era tarde cerca de 1h da madrugada e precisávamos achar um lugar para dormir, pagamos 25 soles por "habitación" com baño e o melhor "agua caliente".


Na manhã seguinte decidimos procurar algo mais barato ainda, já que precisava economizar mais ainda depois de 
Nazca, e encontramos um por 20 soles e mudamos.
Fomos então conhecer a bela Arequipa e nos surpreendemos com a beleza da cidade, um das mais belas praça de armas que encontrei, nele encontramos restaurantes, agencias para os passeios, confeitaria - belos bolos, e o que mais fosse necessário.
El Misti 


Para conhecer a bela cidade de Arequipa fomos procurar um City Tur, já que a cidade era muito grande, precisávamos de direção pra conhecer os melhores lugares e deu certo, encontramos uma bela paisagem do vulcão EL MISTI [FOTO] que está em atividade, porém soltando apenas gases, com seus 5825m de altura. por apensa 35 soles conhecemos a cidade e aproveitamos para fechar com uma agencia (a mais barata dentre as 5 que fomos) o mais esperado de Arequipa o Vale del colca. 

No City Tur passamos por belas praças e igrejas coloniais belas, campos de plantação e parques com alpacas e llamas.

No dia seguinte seguimos para a cidadela de Chivay para pernoitar e seguir no outro dia cedo, muito cedo as 4:30am para o Canion del Colca, ver os condors no seu café da manhã.

os campos de cultivo da cidade de Arequipa
Alpaca

terça-feira, 22 de março de 2011

Nazca / PE



   Até Nazca foram duas horas de viagem, Nazca era uma opção no roteiro, não tínhamos certeza se deveríamos ir, mas quando se está lá é difícil renunciar algo, mesmo sabendo que desestabilizaria o roteiro.

O plano era passar rápido por Nazca, não dormir para evitar atraso no roteiro. Lá havia de interessante linhas misteriosas, fomos descobrir os mistérios de tais linhas...
O Teco Teco

Chegando na rodoviária, dois jovens se aproximaram e de forma muito simples ofereceram táxi, hospedagem e um pequeno pacote com o sobrevôo das misteriosas linhas, sinceramente desconfiei, e pensei que tínhamos poucas baixas até o momento, e que essa poderia ser uma delas, mas, tantos riscos corremos, eu tinha poucas informações sobre Nazca e precisávamos dessa oportunidade, seguimos com "os caras".

Nos levaram ao aeroporto e lá descobrimos que precisaríamos dormir na cidade, só iria sair mais um avião teco-teco e, já estava cheio. Nos levaram então ao hospedagem que trabalhavam e por 15 soles dormimos em Nazca, com "baño compartido" e internet. Acessível.

O aeroporto ficava muito distante e não teríamos chegado lá se não fosse "os caras", eles realmente facilitaram nossa estada em Nazca.

Naquele mesmo dia fechamos o passeio do dia seguinte e o momento que realmente senti que teria um belo furo no orçamento da viagem, 50 dólares era o sobrevôo.

As 8 horas da manhã estávamos de pé, seguimos para o aeroporto...

Linhas de Nazca - Passaro

O enjôo coletivo
 As Linhas de Nazca eram um conjunto de misteriosos desenhos lineares feitos por povos que habitavam aquela região árida do Peru a muito tempo atrás, formavam desenhos semelhantes a passaros, formigas e até macacos. 

O Guia e piloto, apesar de estar manobrando um monomotor explicava, olhando para um pequeno mapa, cada figura e o que parecia ser aos olhos dos pesquisadores, alguns diziam que haviam sido feitos por alienígenas devido a precisão das linhas que se formavam em proporções quilométricas, era realmente impressionante a dimensão delas e a perfeição das imagens. A cada explicação o guia-piloto tentava olhar para as 5 pessoas a bordo e seu corpo   (e mãos) acompanhavam seus olhos, o que tornava o passeio mais emocionante pois o pequeno teco teco balançava feito uma gangorra, pra lá e pra cá. Não houve nem um minuto se quer que eu não tivesse certeza que estávamos caindo, cada vez que o piloto falava algo eu esperava que fosse: - Estamos caindo. Eu sinceramente nunca mais farei isso. Prometo!
Nossos estômagos estavam completamente embrulhados, alguns nem pela janela olhavam após algumas manobras, para mim foi tempo suficiente pra afirmar que não pretendo fazer isso novamente, saindo do pequeno avião, em uma aterrissagem realmente desesperadora fomos esperar nossa carona até a hospedagem no chão lateral do aeroporto, e só nesse momento percebi que aquilo que eu sentia não era nada incomum, acredito que mudaria de idéia quanto ao passeio se tivesse prestado mais atenção as pessoas,  algumas estavam verdes, outras azuis, mas a  maioria simplesmente sem cor. Paguei tão caro pra passar mal, mas era uma etapa da viagem, as linhas eram muito interessantes e não teria a mesma graça vê-las como você  as vê nesse momento, em fotos.

Partimos nesse mesmo dia em um bom ônibus para Arequipa, por 70 soles, precisávamos realmente de descanso, comemos umas quentinhas na rodoviária pois não queríamos perder tempo. Nazca não era uma cidade bonita, vivia do turismo, mas não atraia em nada, só havia uma coisa que me chamou alguma atenção, haviam belos carros tunados...
Linhas de Nazca - Formiga
Linhas de Nazca - Macaco

domingo, 20 de março de 2011

Paracas - Ica / PE

Afeto entre mãe e filho

         Seguimos de Huacachina passando por Ica pra Paracas - Islas Ballestas. Habitação de muitas espécies marinhas e passaros do litoral, principalmente aqueles que adoram peixe, o porto pesqueiro "EL CHACO" de Paracas atrai diversas espécies diferentes.
Por 60 Soles, cerca de 37 reais, fazíamos um passeio de lancha até as grutas onde habitavam leões marinhos, pinguins e garças, pelicanos e muitas gaivotas.
O CANDELABRO

No caminho até as ilhas onde haviam as grutas passamos por um dos principais pontos turisticos da região O CANDELABRO, escavado em pedra e coberto das areias dos morros das pequenas ilhas. Não se sabe com que objetivo foi feito nem quando ao certo, poderia ser um ponto de referencia ou um símbolo sagrado, contudo estava ali algo deixado ao mistério...

Seguimos para as grutas, na pequena embarcação havia gente de toda parte, notei de imediato, três franceses gigantes sentados atrás de mim, com vozes grossas e bicos falavam sem parar. O guia falava das espécies de animais e de como foi povoada aquelas ilhas por pescadores nativos, contudo, para preservar a fauna local retiraram todos das ilhotas.



Havia um belo Cais velho[FOTO] onde as gaivotas usavam como puleiro e uma edificação antiga na ilha, provavelmente um pequeno porto pesqueiro.


Os leões marinhos não pareciam se incomodar com tantas fotografias e descansavam, alguns faziam movimentos sincronizados [FOTO]



Leões marinhos



Muitas fotos e voltamos para o porto, era hora de comer, olhamos a pequena cidadela e paramos em um restaurante pequeno, não me recordo bem o que comemos, acho que foi peixe, nessa região a comida é agradável, podíamos não comer pollo (frango), coisa que não conseguimos fazer na bolívia, e onde tem turista tem comida boa.


Voltamos então para Huacachina na van da pousada que estávamos hospedados, pretendíamos seguir viagem logo no dia seguinte mas já havia muito caminho andado por terras estrangeiras e poucas enfermidades nos atingia, um dos nossos caiu com Infecção Urinaria, não havia farmácia, pelo menos não conhecíamos, muito menos hospitais por lá, mas tínhamos um kit medicamentos, e foi o necessário. Atrasamos o roteiro, ficamos mais uma diária não planejada, logo que passou esse dia, já havia sinais de melhora, pelo menos uma leve recuperação, e podíamos então seguir adiante.
Passagem nas grutas



Seguimos rapidamente para ICA em um táxi - único meio de transporte do pequeno Oasis e conseguimos um ônibus que estava de saída, em 20 minutos embarcamos rumo a NAZCA.
O velho Cais

Garças

(click na imagem para ampliar)