quarta-feira, 27 de abril de 2011

Iquique / CHI

Iquique é mais uma das belas cidades do norte do Chile e Sul do peru que apresenta um cenário interessante: de um lado as dunas de um deserto e do outro o belo pacifico. Conseguimos uma habitación por seis mil e quinhentos pesos - para mim, uma fortuna! Cerca de 13 dólares. Até o momento o maior valor de estadia.


Saímos logo no primeiro dia para conhecer a bela cidade, Pub's e lanchonetes legais, supermercados grandes (até agora o primeiro que encontramos em toda a viagem). Compramos frutas frescas e suprimentos (chocolate e barras de cereal) para as viagens. Fomos em busca das praias, no caminho, belos carros tunados, 4x4, BMW's, etc. Passavam por nós ao som do tradicional Reggaeton no volume máximo.

As praias são belas, excelente infra-estruturar, uma orla de madeira e jardim com um pequeno zoológico, apresentando animais pouco vistos naquela região, jacarés e tartarugas. Tive a oportunidade de molhar meus pés no pacifico, não tínhamos muito tempo, por isso não tomei um bom banho. Iquique anoitece depois das 20:00h da noite, as 18:00h as praias ainda então lotadas de pessoas.


Mandamos email informando o hostel em que estávamos para os companheiros de viagem que estavam com roteiro semelhante ao nosso, tínhamos nos separado novamente em Arequipa e agora nos encontramos em Iquique, eles ficaram em um hostel um pouco distante, mas almoçamos juntos.

Era época de eleição e a musica estava nas ruas, com dançarinas e fogos de artifício.



Quando a infecção me derrubou...



 Tínhamos planos de ficar dois dias em Iquique e partir para San Pedro de Atacama, contudo, motivos maiores nos atrasaram. Eu atravessara dois países que levavam a fama de contaminadores de doenças, e resisti, mas em Iquique fui atingido, após comer uma oleosa batata-frita com hambúrguer em uma lanchonete, comecei a passar mal, vomitei pelos “dois lados”. Eu não fui o único entre nós a ser vitima dessa infecção ou virose, quando um conseguia ficar melhor o outro caia na cama. Dois dias fiquei de cama[foto], muitos quilos perdi, os supermercados nos foram muito úteis, compramos frutas frescas típicas de regiões desérticas, ameixas, pêssegos, damasco, etc.

 



No terceiro dia, quando já estava quase recuperado dos sintomas partimos para San Pedro de Atacama. Gostaria de ter aproveitado mais a cidade de Iquique, mas haverá outra oportunidade.







 
Pacifico



Centro de Iquique

 
Llamas

Um deserto a beira mar
 

sábado, 23 de abril de 2011

Tacna - Arica / CHI


Chegamos a Tacna as 03 horas da manhã e aguardamos até que a fronteira abrisse, as 06 horas. Tínhamos pressa, e assim que surgiu o primeiro ônibus para Arica, seguimos. Um ônibus velho, parecia não pertencer a nenhuma agência rodoviária, as passagens eram compradas no próprio ônibus por dez soles. O ônibus oficial que seguia para o Chile só sairia mais tarde. Dentre os passageiros haviam comerciantes com muitas mercadorias, principalmente papel higiênico, o que mais se via. À minha frente, um homem comia uma coxa de frango com farofa dentro de um saco plástico, sujando toda sua redondeza. Quando vi aquilo senti pena, e recordei que não tinha tomado o meu café da manhã ainda, e meu estômago me lembrava disso. Na fronteira, considerada na américa do sul a mais exigente e rigorosa, não permitindo nada de gênero animal e vegetal, um longo tempo de espera. Todos desceram do ônibus, em seguida, raio x nas bagagens, cães farejadores e fiscais. Nesse momento, lembrei novamente daquele pobre velho que comia frango, pois por culpa dele a demora foi maior, os cães farejadores encontraram frango e farinha por todo ônibus. A mulher que cobrava as passagens, com toda pressa, varreu cada grão de farinha para que ultrapassássemos os limites do Peru e entrássemos no Chile, uma região desértica e plana. Conhecemos três colombianos mochileiros que também seguiam o nosso mesmo trajeto. Voltamos para o ônibus e continuamos a viagem por mais algumas horas. Soubemos depois, que aqueles amigos que outrora fizeram malabarismo na cidade de Ollaitaitambo enquanto esperávamos o trem para Águas Calientes, tiveram que deixar suas bolinhas de malabares para traz porque continham arroz dentro.


Chegamos por volta das 09 horas em Arica, nossos amigos, que marcamos para nos encontrar em Iquique, chegariam alguns dias depois de nós. Poderíamos ficar em Arica, mas achamos mais conveniente seguir logo para Iquique, que pelos relatos era uma cidade mais atraente. 
Compramos passagens por 10.000 pesos para as 11 horas seguir para Iquique ( 1 dolar equivale a  + ou - 500 pesos). No meio tempo que tínhamos antes de partir, fomos conhecer a principal e mais famosa praça da cidade e tirar algumas fotos.
Mil maquinas nunca farão uma flor

O deserto encontra o mar

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vale del Colca / PE

CHIVAY

Chegamos a Chivay[FOTO] ao meio dia, uma cidadela pequena, passagem de turistas que seguem para o Canion del Colca, mas bem preparada para receber tais pessoas,    nós estávamos tentando economizar porém nesse passeio foi muito difícil. A cada parada precisávamos comer e não tínhamos opções, só a que eles nos ofereciam.

Cuy 
A primeira parada foi em um restaurante com as principais comidas típicas do PERU e, sinceramente, a minha segunda melhor refeição no país. A primeira, mesmo me envergonhando de dizer, foi em Cusco na lanchonete do palhaço americano (Mc Donald's), não que esta seja uma boa opção, mas depois de tantos dias me alimentando de comidas das quais não tinha costume, foi como um Oásis no deserto... Porém voltando ao assunto da segunda maravilhosa refeição[FOTO], tinha de tudo, batatas - todos os variados tipos - legumes, massas, carnes de alpaca, assado, cozido, muito pollo (frango), e o que mais me surpreendeu: CUY[foto], que apesar de ter gosto de frango, era um porquinho da índia. Que bom que foi preparado semelhante a um strogonoff, porque se eu visse qualquer parte semelhante a uma dessas fofas criaturas não teria coragem de fazer isso.
Naquele mesmo dia, após as refeições, seguimos para as piscinas naturais de Chivay, piscinas com aguas termais. Pagamos 10 soles para entrar no clube, as temperaturas chegavam a 39°C. Haviam piscinas abertas e cobertas. Logo que chegamos, o frio nos fez entrar na piscina mais quente, mas logo senti que estava cozinhando e me lembrei do Cuy, corri então para a piscina de 38°C, que apesar de parecer pouca a diferença da temperatura, na carne parecia muita. Um banho agradável no meio de muitas pessoas tão brancas que pareciam já estar ali há muitas horas, como as galinhas de granja que minha tia cozinhava. 
Ao redor muitas montanhas e um vale por onde descia um rio, nós nem podíamos comparar as piscinas com as de Águas Calientes, pois essas eram muito maiores e mais agradáveis e não tinham cheiro de enxofre!
Piscinas Termais
La musica Andina

Os Franceses
Saindo das piscinas fomos para o hostel que ficaríamos hospedados para, no dia seguinte, subir o Canion del Colca - Vale dos Condors. Estávamos cansados da longa viagem de ônibus e de tudo que se passara no agitado dia. Só tivemos tempo de tomar banho. Havia um restaurante que recebia os turistas diariamente, com muita música, dança e comidas típicas. Prontos para sair, aguardamos na porta do hostel  os outros hóspedes, e lá conhecemos um grupo de franceses, eram quatro mulheres e um homem, mulheres estranhas, e o homem, mais ainda. Enquanto eu  estava morrendo de frio, com luvas e toca, ele estava com uma bermuda floral acima do joelho e havaianas, não acreditei quando vi e até comentei, mas franceses são franceses, pode-se esperar tudo deles. Seguimos para o restaurante e assistimos uma banda tocando músicas andinas com danças tradicionais e muito divertidas. No restaurante conhecemos alguns italianos que já haviam morado em diversos lugares do mundo, inclusive no brasil, e estavam conhecendo o Peru. Foram convocados a dançar com os peruanos e foi uma grande diversão, nos serviram o delicioso Pisco e sopas de entrada... 
Uma noite agradável. Contudo, precisávamos voltar logo, pois sairíamos muito cedo para ver o Canion. Às 4:30am fomos para o refeitório do hostel comer rápido para seguir viagem, o chá de coca, para abrir os pulmões, e a tradicional geléia com pão.
Águia
Ao amanhecer saímos, e a caminho do Canion passamos por lindos vales[FOTO] com hortas e um pequeno vilarejo menor que Chivay, no qual um homem apresentava uma águia domesticada[FOTO] (ainda me surpreendo com a perfeição dessa foto quando  a vejo). Nesse pequeno vilarejo havia uma capela e meia dúzia de casas, era passagem para o Canion. 
Chegando no Canion, dezenas de pessoas estavam aguardando para ver os Condors em sua refeição matinal.
Cruz del Condor
Conseguimos, com muita dificuldade e espera, avistar três condors, mas eles voavam longe e apesar de serem muito grandes, com a distância pareciam pequenos como pardais. O canion é muito grande e profundo, com sua  bela paisagem me fez pensar como pode ter sido feito uma rachadura daquele tamanho, e a resposta só Deus tem.

Lá no topo do Canion encontrávamos uma grande cruz de pedra com escritos que diziam: Cruz del Condor.

A volta dessa viagem foi fria e sonolenta, a altitude nos deixou meio lerdos. Chegamos a uma altura considerável de 6.288m. No ponto mais alto deixei a tradicional pirâmide de pedras...

Retornamos a Arequipa, e como já havíamos comprado a passagem para Tacna no pacote do Vale del Colca, ficamos mais descansados. Chegamos às 17 horas, com a partida marcada para as 21 horas em direção a Tacna. Nesse meio tempo fomos a uma Lan House descarregar as fotos e manter contato com os brasileiros, quando o mais inesperado aconteceu: reencontramos companheiros de viagem que fomos obrigados a deixar em Cusco, porque ficaram doentes alternadamente e não tinham como seguir conosco. Havíamos seguido de La Paz a Cusco com eles e voltamos a reencontrá-los nessa surpreendente coincidência. 
 
Pirâmide de pedras


Nós precisávamos seguir naquela noite, jantamos  todos em uma lanchonete - incomparáveis cachorro-quentes peruanos e hamburgeres. Eles partiram na manhã seguinte, combinamos de nos encontrar no Chile, em Iquique, cidade que não estava propriamente em meu roteiro, mas não pude deixar de acrescentar.


 



A direita observatório - pequeno em comparação ao Canion