terça-feira, 22 de março de 2011

Nazca / PE



   Até Nazca foram duas horas de viagem, Nazca era uma opção no roteiro, não tínhamos certeza se deveríamos ir, mas quando se está lá é difícil renunciar algo, mesmo sabendo que desestabilizaria o roteiro.

O plano era passar rápido por Nazca, não dormir para evitar atraso no roteiro. Lá havia de interessante linhas misteriosas, fomos descobrir os mistérios de tais linhas...
O Teco Teco

Chegando na rodoviária, dois jovens se aproximaram e de forma muito simples ofereceram táxi, hospedagem e um pequeno pacote com o sobrevôo das misteriosas linhas, sinceramente desconfiei, e pensei que tínhamos poucas baixas até o momento, e que essa poderia ser uma delas, mas, tantos riscos corremos, eu tinha poucas informações sobre Nazca e precisávamos dessa oportunidade, seguimos com "os caras".

Nos levaram ao aeroporto e lá descobrimos que precisaríamos dormir na cidade, só iria sair mais um avião teco-teco e, já estava cheio. Nos levaram então ao hospedagem que trabalhavam e por 15 soles dormimos em Nazca, com "baño compartido" e internet. Acessível.

O aeroporto ficava muito distante e não teríamos chegado lá se não fosse "os caras", eles realmente facilitaram nossa estada em Nazca.

Naquele mesmo dia fechamos o passeio do dia seguinte e o momento que realmente senti que teria um belo furo no orçamento da viagem, 50 dólares era o sobrevôo.

As 8 horas da manhã estávamos de pé, seguimos para o aeroporto...

Linhas de Nazca - Passaro

O enjôo coletivo
 As Linhas de Nazca eram um conjunto de misteriosos desenhos lineares feitos por povos que habitavam aquela região árida do Peru a muito tempo atrás, formavam desenhos semelhantes a passaros, formigas e até macacos. 

O Guia e piloto, apesar de estar manobrando um monomotor explicava, olhando para um pequeno mapa, cada figura e o que parecia ser aos olhos dos pesquisadores, alguns diziam que haviam sido feitos por alienígenas devido a precisão das linhas que se formavam em proporções quilométricas, era realmente impressionante a dimensão delas e a perfeição das imagens. A cada explicação o guia-piloto tentava olhar para as 5 pessoas a bordo e seu corpo   (e mãos) acompanhavam seus olhos, o que tornava o passeio mais emocionante pois o pequeno teco teco balançava feito uma gangorra, pra lá e pra cá. Não houve nem um minuto se quer que eu não tivesse certeza que estávamos caindo, cada vez que o piloto falava algo eu esperava que fosse: - Estamos caindo. Eu sinceramente nunca mais farei isso. Prometo!
Nossos estômagos estavam completamente embrulhados, alguns nem pela janela olhavam após algumas manobras, para mim foi tempo suficiente pra afirmar que não pretendo fazer isso novamente, saindo do pequeno avião, em uma aterrissagem realmente desesperadora fomos esperar nossa carona até a hospedagem no chão lateral do aeroporto, e só nesse momento percebi que aquilo que eu sentia não era nada incomum, acredito que mudaria de idéia quanto ao passeio se tivesse prestado mais atenção as pessoas,  algumas estavam verdes, outras azuis, mas a  maioria simplesmente sem cor. Paguei tão caro pra passar mal, mas era uma etapa da viagem, as linhas eram muito interessantes e não teria a mesma graça vê-las como você  as vê nesse momento, em fotos.

Partimos nesse mesmo dia em um bom ônibus para Arequipa, por 70 soles, precisávamos realmente de descanso, comemos umas quentinhas na rodoviária pois não queríamos perder tempo. Nazca não era uma cidade bonita, vivia do turismo, mas não atraia em nada, só havia uma coisa que me chamou alguma atenção, haviam belos carros tunados...
Linhas de Nazca - Formiga
Linhas de Nazca - Macaco

7 comentários:

  1. Eu certamente também teria passado mal!

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  2. Caraca, Icaro, deve ter sido tenso aguentar aquele enjoo. Ouso dizer que o passeio para visualizar as linhas não foi tão bom por causa desse inconveniente. Certo?!
    p.s: Certamente eu também teria passado mal... rs

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  3. kkkkkkkkkkkkkk Não vai fazer mais não é? Ai ai!! Quero só ver!

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  4. Ai ai... alguém leva esses meninos para uma atravessia de lancha rápida em Salvador, mas tem que ser em um daqueles dias porretas de céu fechado, muito vento, altas ondas rsrs Se conseguirem chegar em uma das ilhas com todos orgãos direitinhos estão prontos para sobrevoar Nazca. Uhauhauhauha

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  5. aaah Lira, me amarro no mar, me dou bem com ele, mas no céu, sinceramente, a altura me constrange...

    Rafa, deu pra ver oq tínhamos que ver, deu até pra tirar foto, mas lá em cima vc pensa mt mais na sua vida e no seu estômago HUAHUHA...
    A graça do passeio fica na adrenalina e não só no mistério!

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  6. Rsrsrs Ai ai... Bota constrange nisso.

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