segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Voltando para Casa / BO - BR



O retorno para casa iniciou-se efetivamente em Sucre a caminho de Santa Cruz de la Sierra, a famosa - Estrada da Morte. Nós pegamos um péssimo ônibus em Sucre devido à escassez de dinheiro (80 Bol.) e, lembramos do que aconteceu à 15 dias, quando estávamos em Cusco, no noticiário ouvimos que um ônibus despencou ribanceira abaixo exatamente na estrada que estávamos prestes a encarar, todos morreram inclusive alguns turistas como nós, o abismo era muito fundo, não sobrou nada do Ônibus. Nosso maior desafio em estradas, a mais perigosa de toda viagem.


Iniciou-se a viagem. Despedimo-nos de Sucre e parei para observar os passageiros, Cholas com seus filhos, alguns barulhos de animais, talvez um cachorrinho e galinhas, crianças chorando. Um ônibus popular de uma classe de pessoas que lutam pela sobrevivência. Nessa viagem percebi como as Cholas realmente fediam, um cheiro repugnante, mas minha preocupação maior não era essa, a cada 100 metros o ônibus parava e o motorista descia para observar e mexer na frente, e isso se repetiu pelas primeiras horas da viagem, havia rumores que o problema das interrupções na viagem se davam devido a problemas nos freios, mas no fim da viagem descobrimos que viajamos durante todo aquele tempo sem a primeira marcha. O tempo ia passando e uma chuva forte começou a iniciar-se do lado de fora do ônibus, logo depois iniciou do lado de dentro. Goteiras grossas e geladas me atormentavam, vesti a capa de chuva e senti nos pés, pequenas marolas que iam e vinham, o ônibus estava cheio de água, ao meu lado as Cholas dormiam no chão alagado. 
Eu sentia  sensação de desconforto e fadiga, aos poucos a chuva torno-se granizo, e o barulho era forte no teto do ônibus, eu olhava para o vidro do motorista e não via absolutamente nada, o dia ia escurecendo, ao lado podia-se ver um abismo e lá no fundo jorrava muita água e formava-se riachos e corredeiras, contudo, quando achávamos que nada mais podia piorar o ônibus parou novamente, e percebi que não era porque da macha, ou do motor, havia uma corredeira forte na frente de nós, descia a montanha passava pela pista com força e jogava-se no abismo ao lado, todos se levantaram atônitos, e quando perceberam que o motorista estava disposto a arriscar uma travessia começaram a gritar "no, no. no" e dizer para que não tentasse tal loucura, contudo, como um veterano de guerra ele acelerou, o máximo que pode. Nesse momento eu me afastei da janela, tinha certeza que tinha chegado minha hora, e seria um triste fim, pedia a Deus mais uma chance, mas estava convencido que era tarde de mais. O motorista acelerou e com toda velocidade entrou na correnteza que moveu o ônibus alguns centímetros para esquerda em direção ao abismo, mas, Deus teve piedade, e logo que a travessia tinha sido concluída, havia palmas e risos, todos estavam convencidos que tinham recebido o direito de viver novamente, o motorista louco agora era um herói, e nós não saímos no noticiário.

Apesar de termos passado o pior, ainda havia alguns suspenses, toda estrada era de chão e estava em constante desgaste, só passava um ônibus por vez apesar de ser uma estrada de circulação dupla, isso significava que para que um outro pudesse passar um tinha que parar, mas não pareciam se importar e viravam curvas a toda velocidade, quando se encontravam e tinham que esperar ficavam a beira do barranco, eu via a estrada se desfazendo embaixo dos pneus traseiros, não consegui pregar os olhos e a tensão não me deixava... até a conclusão da viagem. Chegamos em Santa Cruz, vivos, e com todas essas historias para contar, nada poderia ser pior que aquilo então, não foi difícil chegar em casa, eu contabilizava 100 dólares e precisaria pegar ainda 3 conduções e viajar 61 horas. Encontramos alguns brasileiros que estavam iniciando a viagem, tinham um grande azar, uma nota de 100 dólares rasgada, e contamos um pouco de nossas aventuras e passamos alguns conselhos.

Comendo biscoitos e coisas baratas pegamos o trem da morte novamente até Corumbá e com um táxi chegamos a rodoviária em cima da hora da saída de um ônibus para o Rio de Janeiro. Foram no total: 13 horas de Sucre a Santa Cruz de la Sierra + 18 horas no Trem da Morte + 30 horas de Corumbá ao Rio de Janeiro. Totalizando 61 horas.

Uma grande aventura que durou 32 dias...
Uma grande experiencia que vai durar toda uma vida...

domingo, 18 de setembro de 2011

Sucre / BO


Chegamos em Sucre no meio da madruga, o taxista nos levou em um hostel perto do Plaza de armas e tivemos que acordar o recepcionista que dormia atrás do balcão em uma cama improvisada, tinha sido um dia muito longo, e foi um enorme prazer chegar em uma cidade tão bela, se comparava com La Paz em beleza e historicidade.

Sucre foi a primeira capital da Bolívia e atualmente é a capital constitucional e judicial enquanto todo governo administrativo fica em La Paz. Passamos dois dias em Sucre, nossa principal atividade foi conhecer a cidade, economizar dinheiro para voltar pra casa e descansar.



Sucre apresenta uma das mais famosas Universidades da Bolívia, uma cidade com uma grande quantidade de jovens, também tem um comercio alternativo de prata, no qual eu comprei um pingente por 35 Bol. menos de 10 reais.


Passávamos boa parte do tempo no Plaza, conversando, tirando fotos, circulando e conhecendo as redondezas, achamos até um atacante brasileiro sub-05[FOTO]


Comemos em lugares ótimos e nos impressionamos, não esperávamos encontrar uma cidade tão bem preparada. com a escarces do dinheiro, fomos diminuindo muito a qualidade de nossas refeições e evitamos muitos lugares legais, demos mais prioridade a pão e mortadela dos mercados e nachos bolivianos, começamos a buscar lugares mais populares, lugares que os bolivianos fazem suas refeições, encontramos então, uma especie de feira, cheia de barraquinhas montadas, cada uma servia uma coisa, cachorro-quente, carne, comidas de todos os tipos.[FOTO]


Soubemos que havia algumas atrações para turistas na cidade, coisas relacionadas a parques arqueológicos de dinossauros[FOTO], mas depois de 25 dias de viagem por lugares maravilhosos, pouca coisa nos impressionava, e preferimos nos concentrar na volta pra casa.


Seguimos no segundo dia pela manhã para a rodoviária de Sucre afim de comprar nossas passagens para Santa Cruz de La Sierra, e não fazíamos ideia de onde era, pegamos então um coletivo, enfrentamos um transito horrível e por fim conseguimos, de informação em informação.


Uma rodoviária precária e muito diferente do resto da cidade, pelo menos o resto que estávamos convivendo, a rodoviária ficava longe do Plaza de armas e eu percebia que assim como todo lugar o pobre subúrbio estava ali, logo atrás da beleza do lugar. nas calçadas Cholas com suas crianças e muitos ambulantes vendendo coisas e alimentos, um deles me chamou a atenção, vendia um pequeno copinho de gelatina com um único biscoito Cream Cracker enfiado nela por 50 Cent. 


Os ônibus eram precários, muito precários, e já que não tínhamos dinheiro, então optamos pelo mais barato, ressaltando - o ônibus mais barato dentre os piores de uma cidade boliviana - assim se formou uma historia que vou contar no próximo post.








sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uyuni - Potosi / BO



Bom, essa etapa da viagem realmente não foi tão detalhada, estávamos realmente sentindo que era a volta pra casa. Chegando do Salar fomos direto comprar nossas passagens de saída da cidade de Uyuni, passagem para as 6:30 em direção a Potosi por 35 bol. em seguida fomos conhecer a cidade e comer alguma coisa, havia milhares de pizzarias, mas por incrível que pareça nenhuma tinha pizza! Achamos então um quiosque tocando Bob Marley e lá ficamos, passamos a tarde por lá, comemos hambúrgueres, batatas fritas, refrigerantes e aqueles brasileiros juntos, comendo e bebendo atraiu outros brasileiros, e quando se formou 13 brasileiros ao nosso redor inicio-se uma sessão de cervejas, e outra e outra, não os acompanhei mas ri muito, disso lembro bem, quando chegou perto da hora de pegar o bus, as 17:30, todos foram atrás de banheiros para descarregar a cerva e continuar a aventura.

A viagem durou até as 1:30AM, logo que embarcamos no ônibus algo estava estranho, havia milhões de moscas dentro do ônibus, por todos os lados, fomos espremidos nos fundos e as moscas nos sobrevoavam, procurei e procurei o motivo, mas até hoje continua um mistério, no ônibus haviam baldes no chão e as pessoas entravam com mais baldes, e logo descobrimos que todos aqueles baldes eram pra servir de assento logo que todos os bancos estivessem ocupados.



Chegamos então a Potosi e tínhamos decidido não parar para dormir, e sim deixar para parar em Sucre, contudo eram 1:30 da manhã e não tinha mais ônibus para Sucre, as ruas estavam cheia de papeis e não aparentava ser uma cidade tão legal como haviam falado, achamos um taxista que nos ofereceu transporte até Sucre, e por 250 bol. fomos apertados em um carro para Sucre, ficou 50 bol. para cada.
No caminho descobrimos que a cidade estava suja daquele jeito porque durante o dia funciona um mercado ambulante, uma feira de produtos de todos os tipos, e pela madrugada é feita a limpeza, de toda aquela "Basura".

Seguimos então durante duas horas até Sucre...


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Salar de Uyuni / BO


O deserto de Sal da Bolívia, uma incrível mancha branca no mapa. Em algumas épocas surgem rachaduras na superfície, em outras fica completamente alagado.

Nosso objetivo principal da viagem estava chegando, e o fim da viagem também, era o terceiro dia do passeio, atravessamos o deserto e entramos em território boliviano.

Hospedamo-nos em um hotel a beira do deserto de sal, através dos gigantes vidros de lá se podia ver a dimensão do deserto, quartos para seis, um banheiro por quarto, com agua quente. A noite, depois da refeição, muitas pessoas conversavam, jogavam, e eu, fui assistir um filme de ação com um boliviano funcionário da hospedaria, no refeitório, deixamos as baterias e pilhas das maquinas carregando e fomos dormir.

O motorista nos permitiu ir sobre o carro[FOTO], junto às malas, não é todo dia que temos uma estrada tão boa, sem buracos ou barrancos, sem fachas, só e somente SAL. Apesar do frio,  e do vento cortante, arriscamo-nos. Em alguns pontos do Salar pode-se ver "ilhas" com grande vegetação de cactos, e em uma exclusivamente, uma pequena estrutura para turistas, explicando as dimensões e utilizações do Salar.

A ilha do Salar
Paramos no meio do branco deserto para tirar umas fotos e conferir se realmente aquilo tudo era sal, meu paladar confirmou! Completamente salgado. Uma das coisas mais impressionantes que já vi, e chegando perto do fim da viagem, analisávamos as melhores coisas, os melhores lugares, e sem duvidas esse lugar estava entre eles. O prazer e ver e sentir torna as coisas mais valorosas, nenhuma fotografia ia me impressionar mais que poder tocar e analisar como algo tão diferente pode existir, um lugar coberto de sal.

Foto apartir da ilha
Chegamos à ilha e fomos desbrava-la, no topo tinha alguns mirantes, para termos noção da extensão do deserto, na ilha encontrávamos uma pequena quantidade de gente, pessoas que moravam na cidade de Uyuni (cidade responsável pelo Salar), e haviam alguns animais, llamas - como em toda parte, cães treinados, etc.

 
Saindo do Salar, seguimos em direção a um ponto turístico do local, o Hotel de sal, todo feito de sal, por dentro e por fora, antes foi utilizado como hospedaria, mas para conservação do lugar se tornou apenas ponto turístico. Paredes, mesas, cadeiras, camas, estatuas, tudo de sal. Obras de arte.

Realmente um longo dia, finalizamos o passeio na cidade de Uyuni. Na encosta do deserto moravam as pessoas que trabalhavam no Salar, em sua grande maioria, extratores de sal para consumo. Compramos alguns artesanatos feitos de Sal, comprei um pote pintado com alguns dados dentro, dados pintados, me lembraram das pequenas pedrinhas de açúcar do desenho do Pica-Pau.
 E satisfeitos finalizamos nossa travessia pelo deserto de Atacama e pelo branco Salar de Uyuni.
hotel de Sal - Piscina e área de lazer

sala de estar de sal



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Deserto de Atacama / CHI



Iniciamos a viagem de 3 dias, cruzando o deserto de atacama e entrando na Bolivia pelo deserto de sal o Salar de Uyuni.
Saimos bem cedo no dia 15, levando duas garrafas de 5 litros de agua e alguns pães pra viagem, fomos em uma van até o posto que dariamos baixa em nossa estadia no Chile e enfrentamos uma longa fila até conseguirmos essa façanha, talvez umas duas horas, voltamos para a van, a qual nos levou até certo ponto onde seria nossa transação da van para os 4x4 – os carros apropriados para a travessia.[FOTO] Cada carro comportava 6 pessoas, eramos 5, conhecemos então um mineiro que segiu conosco completando o grupo.

 Logo nos primeiros quilometros de viagem seguiamos para um horizonte sem fim diante de um vulcão[FOTO] bem desenhado e imponente que não nos deixava saber a que distancia estava de nós, era extremamente alto, talvez estivesse a muitos quilometros, ou talvez não tão longe, mas aparentemente era inofensivo e inativo.
Nosso motorista era um boliviano nascido na cidade de Uyuni, muito simpatico e ouviu boa parte da viagem as nossas musicas brasileiras, contou um pouco de sua vida, de sua juventude trabalhando como extrator de sal para consumo no Salar de Uyuni.
Usavamos mascaras cirurgicas para evitar um pouco do excesso de poeira nas narinas e garganta, e casaco, luvas e toca. Apesar de se tratar de um deserto, por sinal um dos lugares mais secos da terra o frio é constante, os ventos são cortantes e sem oculos a poeira não te deixa abrir os olhos.
 No primeiro dia conhecemos a primeira Laguna do deserto, a Laguna Verde. Uma bela paisagem. Depois, paramos pra descansar e utilizar o banheiro em uma pequena cabana, um banheiro realmente interessante com um buraco no vaso sanitário por onde se via uma montanha recheada de moscas, e ao lado, um balde contendo cinzas no lugar de uma descarga, você utilizava o banheiro e jogava algumas pás de cinzas.[Foto]
Nesse ponto ainda, encontramos uma piscina de águas termais, a água mais quente que já senti, havia a dificuldade de tirar as roupas e entrar na água devido ao frio, e ao mesmo tempo, havia uma dificuldade maior ainda de ficar dentro da água cozinhando. Lembrei-me do que era choque térmico e tudo que se fala sobre, mas não senti nada incomum, só um grande frio e um extremo calor.
Seguimos de lá em direção a um vale de gigantescas pedras com diversas formas, pedras moldadas pela erosão dos ventos, conhecemos também o deserto de Salvador Dali, famoso por sua semelhança com os famosos quadros do pintor, o qual nunca teve conhecimento do lugar.
Passamos a noite em uma Hospedaria, com banheiro compartido com todos e quartos para sete pessoas, comemos, como de costume na região, uma sopa de entrada e uma macarronada como prato principal, o frio me fez estender o saco de dormir sobre a cama, e sobrevivi a noite. Cedo estávamos de pé.
O segundo dia seguimos pelo deserto até algumas outras lagunas, é fantástico como pode haver água no lugar mais seco do mundo, descobrimos no segundo dia que a maioria das lagunas eram de águas tóxicas [FOTO], placas nos avisavam para não acender cigarros, os flamingos por sua vez não se deixam intimidar e vivem nesses habitats.
A diversidade de flamingos era impressionante, um deles se destacava pela beleza e era o que dava maior trabalho para sair nas fotos, passavam o dia se alimentando da imensa quantidade de pequenos seres que vivem nessas coloridas lagunas.
Chegamos a uma pequena cidadela de mineiros no meio do deserto por onde passava algumas linhas de trem, alguns trens velhos não utilizados e materiais para construção de ferrovias, muitos crianças brincando, e mineiros passando,provavelmente seguindo para as minas. [FOTO].
 Estávamos indo em direção ao deserto de Sal e aos poucos o cenário ia mudando, víamos pequenas casas, algumas "fazendas" com lhamas e alpacas, pessoas cinzentas pela poeira do deserto e alguma vegetação, pouca, Cactos em sua maioria.

Minha maquina levou tantas pancadas aqui.
Vegetação do deserto - leva-se centenas de anos para se formar.

Fauna do deserto de Atacama




domingo, 17 de julho de 2011

San Pedro de Atacama / CHI


Chegamos a San Pedro debaixo do sol do deserto, nossas mochilas foram retiradas do bagageiro do ônibus como se fossem sacos de lixo por um cobrador mal educado, sinceramente pisei com pé esquerdo em San Pedro, e de mal humor, tinha acabado de acordar, mas eu estava disposto a não deixar que nada me desanimasse, estava muito longe de casa e tinha acabado de me recuperar da doença que me atingira em Iquique.

San Pedro é uma cidade no meio do deserto, completamente seca, e lotada de turistas, diria que 75% da população, sinceramente, até hoje fico intrigado, não é possível que todas aquelas pessoas estivessem ali pelos passeios que um deserto oferece, poucos passeios eram realmente atraentes, e todos caros, tinha algo por traz daquilo tudo, e um dia volto lá para descobrir...

Conseqüentemente, tudo na cidade era muito caro, hospedagem, alimentação, artesanatos, etc. Fomos em busca de hospedagem, levamos tempo, e batemos em todos os albergues e hostes, andamos e andamos, muita poeira nos pés e um sol muito quente[FOTO], encontramos em fim um albergue que negociamos, e conseguimos o preço de 6.000 Pesos chilenos, barata em comparação as demais e com uma excelente estrutura. O quarto era dividido para oito pessoas, com quatro beliches[FOTO], éramos cinco nesse momento. Nós racionávamos tudo, estávamos chegando ao fim da viagem e o dinheiro também se acabava, pelos meus cálculos o dinheiro não daria, mas a melhor coisa a fazer era parar de calcular e começar a economizar mais e mais. Mas era difícil economizar, a água, o que mais consumíamos era muito cara, uma garrafa de 2 litros chegava a custar 4 reais.

Os telhados das casas eram cobertos de areia, a cidade era toda de uma só cor, a cor do chão do deserto. No meio da cidade havia uma praça bem arborizada com alguns lugares para sentar, comer, e apreciar a diversidade de gente e cultura que passa de um lado para o outro, durante todo o dia. Pouco se vê nativos.
Marcamos o passeio do deserto até o Salar de Uyuni na Bolívia para o dia 15, com chegada na cidade de Uyuni  no dia 17. fechamos o passeio com a Colque Tours[FOTO] por 120 dolares.
 
Nosso almoço era pizza, melhor coisa custo-benefício, conseguiamos ficar satisfeitos por mais tempo e economizávamos mais. Pagávamos 2.500 Pesos por um café da manhã[FOTO] o equivalente a 5 dólares, se comparado com o Brasil o preço era semelhante, mas para nós que estávamos acostumados a pagar 12 Bol por um prato de comida, que equivalia a 3 reais o preço estava caro, mais do que planejavamos pagar.
Uma lição eu aprendi, vá nos lugares mais caros logo no inicio da viagem! nos sobrevivemos a San Pedro e marcamos a viagem para o Salar de Uyuni o mais rápido possivel, não podiamos passar nem mais um dia devido ao valor da cidade.
Em ordem, Ricardo, Flavio, Arthur e eu.
Telhados de areia
Praça Principal



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Iquique / CHI

Iquique é mais uma das belas cidades do norte do Chile e Sul do peru que apresenta um cenário interessante: de um lado as dunas de um deserto e do outro o belo pacifico. Conseguimos uma habitación por seis mil e quinhentos pesos - para mim, uma fortuna! Cerca de 13 dólares. Até o momento o maior valor de estadia.


Saímos logo no primeiro dia para conhecer a bela cidade, Pub's e lanchonetes legais, supermercados grandes (até agora o primeiro que encontramos em toda a viagem). Compramos frutas frescas e suprimentos (chocolate e barras de cereal) para as viagens. Fomos em busca das praias, no caminho, belos carros tunados, 4x4, BMW's, etc. Passavam por nós ao som do tradicional Reggaeton no volume máximo.

As praias são belas, excelente infra-estruturar, uma orla de madeira e jardim com um pequeno zoológico, apresentando animais pouco vistos naquela região, jacarés e tartarugas. Tive a oportunidade de molhar meus pés no pacifico, não tínhamos muito tempo, por isso não tomei um bom banho. Iquique anoitece depois das 20:00h da noite, as 18:00h as praias ainda então lotadas de pessoas.


Mandamos email informando o hostel em que estávamos para os companheiros de viagem que estavam com roteiro semelhante ao nosso, tínhamos nos separado novamente em Arequipa e agora nos encontramos em Iquique, eles ficaram em um hostel um pouco distante, mas almoçamos juntos.

Era época de eleição e a musica estava nas ruas, com dançarinas e fogos de artifício.



Quando a infecção me derrubou...



 Tínhamos planos de ficar dois dias em Iquique e partir para San Pedro de Atacama, contudo, motivos maiores nos atrasaram. Eu atravessara dois países que levavam a fama de contaminadores de doenças, e resisti, mas em Iquique fui atingido, após comer uma oleosa batata-frita com hambúrguer em uma lanchonete, comecei a passar mal, vomitei pelos “dois lados”. Eu não fui o único entre nós a ser vitima dessa infecção ou virose, quando um conseguia ficar melhor o outro caia na cama. Dois dias fiquei de cama[foto], muitos quilos perdi, os supermercados nos foram muito úteis, compramos frutas frescas típicas de regiões desérticas, ameixas, pêssegos, damasco, etc.

 



No terceiro dia, quando já estava quase recuperado dos sintomas partimos para San Pedro de Atacama. Gostaria de ter aproveitado mais a cidade de Iquique, mas haverá outra oportunidade.







 
Pacifico



Centro de Iquique

 
Llamas

Um deserto a beira mar